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Cardiologista alerta para aumento de casos de infarto em mulheres

As doenças cardíacas e ataques do coração são mais comuns em homens, o que leva muitas mulheres se descuidaram e acharem que raramente sofrerão do problema. Mas após os 30 anos, o sedentarismo, tabagismo, diabetes e a obesidade podem deixar as mulheres mais suscetíveis a problemas cardiovasculares. Um estudo realizado na Grã Bretanha e divulgado na Care Congress 2012, em Istambul, mostrou que as mulheres têm duas vezes mais probabilidade de morrer de ataque cardíaco comparada aos homens. Além disso, as que sobrevivem, permanecem mais tempo no hospital e apresentam mais complicações. “Até alguns anos atrás era raro ver mulheres jovens sofrendo de doenças cardiovasculares. Com a inclusão das mulheres cada vez mais jovens no mercado de trabalho, e em atividades antes dominada pelos homens, bem como o uso regular de drogas com efeitos vasculares, como anticoncepcionais, houve uma equiparação maior nas estatísticas entre os sexos”, explica o cardiologista da Clínica Reability, Dr. Carlos Xavier.

A associação do tabagismo com anticoncepcionais pode aumentar em 20 vezes o risco de infarto do miocárdio e é a principal causa de morte entre as mulheres. Outro detalhe importante é que as mulheres são mais acometidas do que se chama “equivalente isquêmico”. Este termo é utilizado pelos médicos para descrever os sintomas que as pessoas manifestam e não se parecem com doenças do coração, mas são. É possível uma pessoa apresentar sintomas como falta de ar ou dor na mandíbula e ser um infarto. Outras pessoas podem nem manifestar sintomas e mesmo assim serem vítimas deste problema. Desta forma é bom fazer rotineiramente um check-up e minimizar os riscos destes terríveis problemas

A menopausa é uma das maiores causas de infarto nas mulheres. De acordo com estudos, esse problemas é, ainda, a principal causa da mortalidade entre as mulheres na faixa dos 50 anos. Estatísticas revelam que o infarto ocorre duas a três vezes mais após a menopausa. “A proteção hormonal dos níveis regulares de estrogénio, hormônio regulador feminino, juntamente com a progesterona, fazem a chamada proteção natural feminina as doenças cardiovasculares. Por isso é normal ocorrer eventos vasculares após a entrada na menopausa”, explica Dr Xavier.

Os principais sintomas do infarto são fortes dores no peito, irradiada ou não para cervical, dorso ou região do estômago, acompanhadas de taquicardia, náuseas, vômitos e sudorese. As mulheres podem apresentar sintomas atípicos, como falta de ar e dores no estômago, o que dificulta o diagnóstico. “Porém ela pode ser silenciosa, ou apenas simular uma dor de estômago ou dor muscular. Depende da região e da extensão. Por isso recomenda-se sempre, na presença de fatores de risco, procurar um cardiologista preventivamente”, conclui o cardiologista.

Através da realização de exames como o teste ergométrico, muitas pessoas tem o diagnóstico precoce, permitindo o tratamento antes que sofreram um infarto.

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