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Hipertensão e os verdadeiros riscos para a saúde

Com que frequência você faz um exame de check-up? Se a resposta é “apenas quando há algum sintoma no corpo”, você pode estar sofrendo de hipertensão e não sabe.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma pesquisa realizada em 2013 apontou que 9,4 milhões de pessoas morrem por ano de doenças cardiovasculares consequentes da pressão alta. Só no Brasil, cerca de 30 milhões de brasileiros têm hipertensão, além de 12 milhões de pessoas que ainda não sabem que possuem a doença.

A hipertensão é causada por hábitos inadequados de alimentação, sedentarismo, obesidade, níveis altos de colesterol, estresse e fumo. Além dessas causas, a pressão alta, como é popularmente conhecida, também pode ser herdada de familiares, como acontece em cerca de 90% dos casos.

As medidas que indicam a hipertensão são calculadas através da força do sangue contra as paredes das artérias. A doença pode ser caracterizada pelos níveis pressóricos acima de 130×80 mmHg (milímetros de mercúrio) para o período de vigília e 120×70 para o período noturno.

Segundo o cardiologista André Ferreira Xavier, a hipertensão é uma doença que leva a inúmeras complicações clínicas, devido à elevação crônica da pressão que pode afetar órgãos nobres e sensíveis do corpo. “A pressão alta pode oferecer risco ao sistema cardiovascular, o sistema renal e neurológico”.

Como os sintomas não são sempre visíveis, um exame clínico é de suma importância. “O check-up anual é uma boa forma de detectar alterações sutis e iniciais na doença cardiovascular”, explica André Xavier. Muitas vezes, a hipertensão pode ser silenciosa e apenas se manifestar quando já estiver em um nível avançado dentro do corpo.

A maioria das pessoas só descobre a doença quando ocorre um AVC, acidente vascular cerebral, ou um IAM, infarto agudo do miocárdio. Nesse caso, a prevenção da doença se torna mais difícil.

Mitos sobre a hipertensão

Durante muitos anos, a sociedade acreditou em alguns mitos que só agora foram descobertos como lendas. O primeiro é quanto a idade do paciente. “Engana-se quem diz que o envelhecimento leva ao aumento normal da pressão arterial. Isso é um mito. Mesmo com uma idade avançada, os níveis da pressão arterial devem continuar estabilizados”, explica André Xavier.

Outro problema da sociedade é quanto ao medicamento diário da hipertensão. Deixar de tomar o remédio da pressão em determinado dia, pois os níveis já estão controlados ou baixos é um enorme erro. “As medicações devem manter um efeito homogêneo com duração de aproximadamente 24 horas. Interromper um ou dois dias fará com que o efeito do remédio diminua, criando riscos mais graves à saúde”, esclarece André Xavier.