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Qual a relação entre obesidade e depressão?

Apesar de serem problemas de saúde muito distintos, a obesidade e a depressão estão relacionadas em mais casos do que se imagina. Atualmente, quase 20% dos brasileiros são classificados como obesos, ou seja, mais de 40 milhões de pessoas têm excesso de gordura corporal. Já a depressão se encontra em quase 6% da população brasileira e aproximadamente 70 mil novos casos surgem todos os anos.

Essas duas doenças têm fatores hereditários e é comum ver casos de pessoas que possuem ambas. A questão que fica é: a obesidade causa depressão ou a depressão leva a obesidade?

Problemas a longo prazo

Nos casos em que há depressão e obesidade, o mais comum é que a pessoa tenha tido um ou outro durante a adolescência. Quem teve depressão na juventude tem mais chances de desenvolver um quadro de obesidade na fase adulta, assim como quem já é obeso na adolescência posteriormente acaba ficando depressivo.

Uma série de fatores e traumas pode levar esse tipo de situação a ocorrer, desde estresse excessivo até maus tratos e rejeição social. Quem é mais predisposto a ter um IMC (índice de massa corporal) maior também possui mais risco de ter depressão em algum momento de sua vida.

Pesquisadores da Universidade do Sul da Austrália e da Universidade de Exeter, na Inglaterra, descobriram que cada aumento de 4,7 pontos de IMC eleva as chances de desenvolver quadros depressivos em cerca de 18% para homens e 23% em mulheres. Isso não significa necessariamente que a depressão é causa ou efeito da obesidade, mas pode-se ver que ser obeso influencia em um quadro emocional negativo.

Como resolver?

Ao falarmos de como tratar esse problema conjunto, o foco sempre fica na depressão. O tratamento geralmente é a base de medicamentos que aumentam a atividade de serotonina, um hormônio que regula o humor, sono, apetite, atividade cardíaca, temperatura corporal, sensibilidade do corpo e funções intelectuais.

Quando há baixa concentração de serotonina o corpo reage com ansiedade, mau humor e em um caso mais grave, a depressão. O tratamento mais comum é feito a base de fluoxetina, também conhecida como “pílulas da felicidade”, um dos antidepressivos mais prescritos para casos gerais.

É claro que é preferível não chegar a este ponto, então a prevenção mais importante é sempre adotar hábitos saudáveis desde cedo, ainda mais quem tem mais predisposição a um IMC elevado. Fazer exercícios físicos, praticar algum esporte regularmente, nunca abrir mão das frutas, legumes e vegetais nas refeições e sempre tirar um tempo para si são atividades simples que combatem tanto a depressão quanto a obesidade.

Quem passa por uma dessas situações ou possui alguma predisposição genética deve se atentar a todas as complicações que isso pode trazer a médio e longo prazo. Busque ajuda médica antes do problema ficar realmente grave e preserve a sua saúde!

 

Referências

http://pharma360.com.br/2015/11/qual-o-peso-da-tristeza-a-relacao-entre-obesidade-e-depressao/

http://genmedicina.com.br/2017/08/11/obesidade-e-depressao-causa-ou-efeito-dra-alexandrina-maria-augusto-da-silva-meleiro/

https://super.abril.com.br/saude/existe-ligacao-genetica-entre-obesidade-e-depressao-diz-estudo/

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